Saúde Mental em Tempos de Pandemia



A partir do diagnóstico de doença celíaca vem na bagagem uma carga emocional que todos os indivíduos irão sofrer. Sentimentos como ansiedade, apreensão, raiva, medo, tristeza são quase que diários devido à preocupação com a alimentação, há uma vigilância quase que constante em relação ao que é consumido.

A dieta pós-diagnóstico marca um novo momento da vida e as exigências do tratamento propiciam, em muitos casos, um sentimento de perda em diversos âmbitos: social, familiar e psicológico. Deixar de lado os alimentos que se consumia ao longo da vida e que fazem parte de reuniões entre amigos e familiares é algo difícil e que muito impacta na vida do celíaco.

Assim, levando em consideração todos esses sentimentos diários que o celíaco já lida normalmente, a preocupação aumenta ainda mais quando pensamos no momento atual que o mundo enfrenta. A pandemia causada pela COVID-19 trouxe impactos emocionais, tanto pela preocupação com a doença em si quanto pelo isolamento social, causando uma privação do contato com pessoas queridas.

Mas uma forma de enfrentar essa avalanche de sentimentos é enxergar o lado positivo da situação, como, por exemplo, ter mais tempo para cuidar de você, aprender coisas novas, ficar ao lado de familiares e pets, ler, exercitar-se, colocar o seriado em dia... Neste momento, mais do que nunca, é importante se apegar àquilo que proporciona bem-estar e gera felicidade, até porque o positivismo e a fé (e aqui não se trata de religião, mas, sim, de espiritualidade) são aspectos que aumentam a imunidade! 😊

Além disso, incluir na rotina a prática da meditação (através de aplicativos ou vídeos na internet), técnicas do mindfulness, chás calmantes (camomila, erva-cidreira, melissa), alimentos fontes de triptofano, que é precursor da substância que proporciona felicidade, como chocolate amargo, castanhas e leguminosas, também auxiliam a lidar com a ansiedade e o estresse.

Referências

ROCHA, S. et al. Os impactos psicossociais gerados pelo diagnóstico e tratamento da doença celíaca. Revista de Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo [Internet], 2016.

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