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Um pouco não faz mal... como orientar o paciente celíaco nessa situação!

Atualizado: 9 de Mai de 2018


Atualmente a prevalência de doença celíaca varia entre 1 a 1,5 % na população mundial, sendo mais prevalente entre os caucasianos e também no sexo feminino. Destaca-se a susceptibilidade genética associada à exposição ao glúten como os principais fatores de risco.

Para o tratamento, é necessário o seguimento de uma dieta isenta de glúten para cessar a sintomatologia da doença, porém sabe-se que isto também implica uma série de dificuldades devido à mudança brusca de hábitos alimentares e consequentemente, problemas de adaptação, que podem levar a monotonia e anorexia e prejudicar o estado nutricional dos pacientes, principalmente no público infantil.

Adaptação alimentar

É evidente a dificuldade de adaptação das crianças celíacas a uma dieta tão restritiva, afinal os alimentos que deverão sair de sua dieta são comuns no cotidiano.

Uma pesquisa realizada em 2013 revelou que muitas pessoas com doença celíaca deixam de sair de casa, de viajar e de manter um convívio social com amigos e familiares, devido ao constrangimento com a impossibilidade de ingerir os mesmos alimentos que os outros indivíduos. Com as crianças isso não é diferente. Na escola, festas e outras situações, esse sentimento é muito comum e associado a falta de compreensão das pessoas que julgam essas atitudes exageradas.

Orientação em situações diversas

A adesão à dieta restrita ao glúten é de fato o principal tratamento a ser realizado, e por isso a adesão é tão difícil. Cabe aos profissionais da saúde, incentivar e explicar minuciosamente os riscos de sua ingestão até em pequenas quantidades.

Em uma pesquisa realizada com os membros da Associação dos Celíacos do Brasil (ACELBRA), que avaliou a adesão da dieta isenta de glúten em uma amostra de pessoas com a doença, mostrou que 69,4% aderiram a dieta, enquanto o restante (24,7%) ainda mantinha grande dificuldade em seguir corretamente. A idade é um grande fator que interfere bruscamente nessa condição, sendo que a infância e adolescência são as duas fases com maior dificuldade em seguir o tratamento nutricional adequadamente. Por isso, o planejamento e, principalmente, a orientação em como lidar com diversas situações e como manter a alimentação com substituições dos alimentos prejudiciais, são os dois principais pontos a serem levantados ao paciente e familiares. Deve ficar totalmente claro o impacto sobre a saúde que o glúten provoca, e para isso estratégias de educação nutricional, incluindo manuais, lista de receitas e opões no mercado, são ótimas alternativas!



REFERÊNCIAS

ANDREOLI, C. S. et al. Avaliação nutricional e consumo alimentar de pacientes com doença celíaca com e sem transgressão alimentar. Rev Nutr., v. 26, n. 3, p. 301-11, 2013.

ARAÚJO, H.M.C. et al. Doença celíaca , hábitos e práticas alimentares e qualidade de vida. Celiac disease, eating habits and. Rev Nutr., v. 23, n. 3, p. 467-74, 2010.

SILVA, T.S; FURLANETTO, T. W. Artigo Revisão diagnóstico de doença celíaca em adultos. Rev Assoc Médica Bras., v. 56, n. 1, p. 122-126, 2010.

SILVA, E.J; SILVA, G.A.P. Contribuição da ultrassonografia abdominal para o diagnóstico da doença celíaca em crianças e adolescentes. Rev Bras Saúde Matern. Infant., v. 14, n. 1, p. 47-52, 2014.


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